terça-feira, 25 de outubro de 2011

COMPETÊNCIAS E HABILIDADES NA EDUCAÇÃO INFANTIL



Em nosso PPP,optamos por trabalhar a partir de Competências e Habilidades ,somos os pioneiros no município,ou seja a única escola que as tem expressa em sua metodologia.O estudo iniciou a partir dos Quatro Pilares da Educação ( aprender a ser, aprender a conviver,aprender a fazer e aprender a aprender),eles nos deram a base ,pois são indissociáveis.

Áreas do desenvolvimento x Quatro pilares da Educação

Cognitiva: Aprender a aprender
Aborda as capacidades que permitem compreender o mundo e de atuar nele através do uso da linguagem ou mediante resoluções problemáticas que se apresentam.
Afetiva: Aprender a ser
Engloba os aspectos relacionados com as possibilidades de sentir-se, bem consigo mesmo (equilíbrio pessoas) o que permite confrontar-se com situações e pessoas novas e ir estabelecendo situações cada vez mais alheias bem como atuar no mundo em que o rodeia.
Social: Aprender a conviver
Aborda as questões que envolvem a coletividade e o convívio social, estabelecendo relações com o outro e com o ambiente, visando a expansão social para além do convívio familiar.
Motora: Aprender a fazer
Inclui tudo aquilo que se relaciona com a capacidade de movimento do corpo humano, tanto em sua globalidade como em segmentos corporais.

A partir desta compreensão partimos para organização do nosso planejamento diário.Neste momento surge a questão: " Como selecionar e articular os conteúdos?"
Os conteúdos a serem trabalhados têm em vista a interação das áreas psicomotora, com a construção de conhecimento e atitudes, e com as características e especificidades do universo infantil. As dimensões motoras, cognitivas, afetivo-social e a formação de hábitos, juntas, compõem os conteúdos pedagógicos básicos próprios da faixa etária das turmas que compõem a escola.
O modo como são organizados esses conteúdos, privilegiando sempre o contexto lúdico, reconhecem as crianças como seres únicos e capazes, que aprendem a aprender, a fazer, a ser e conviver consigo mesmos, com os outros e com o meio ambiente de maneira integrada e gradual.
Nesta perspectiva, as brincadeiras, espontâneas ou dirigidas, o uso de materiais diversos, a música, o jogo, a dança, as diferentes formas de comunicação, de expressão, de criação e de movimento caracterizam as várias maneiras de estimular o desenvolvimento e as conquistas individuais e coletivas das crianças.
Neste sentido a seleção de conteúdos tem ênfase em três aspectos importantes: interação, vivências e conhecimentos prático-científicos.

HISTÓRIAS ENCANTADAS

Era uma vez...
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

V SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO INFANTIL


Sou suspeita pra falar,mas nosso V Seminário foi muito bom,trouxemos experiências da própria escola(Marisete Schmidt,Luisa Moutinho,Amábile Silva e Natálie Souza)além de duas palestrantes que superaram as expectativas:Marilene Castro e Tanise Ramos Muller.

quarta-feira, 22 de junho de 2011



V SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO INFANTIL
“TEORIZANDO AS MINÚCIAS DO COTIDIANO NA EDUCAÇÃO INFANTIL!”


CRONOGRAMA

15/07/11→ RELATO DE EXPERIÊNCIAS
19h → credenciamento
Roda de conversas –profª Amábile e Natálie

“Tempo de dar colo,tempo de decolar” (re)pensando as práticas,brinquedos e brincadeiras com as turmas de berçário- profª Marisete e Luisa

16/07/11 → manhã
08h → credenciamento/abertura

AFRICANIDADES NO CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO INFANTIL
Ministrante: Tanise Müller Ramos

Local: Cãmara de vereadores de Esteio

sexta-feira, 10 de junho de 2011

IMPLEMENTAÇÃO DO PPP

Olá ,dando sequência ao assunto PPP,quero falar um pouquinho de como esta a implementação do nosso na EMEI.
Iniciamos o ano olhando para nosso Plano de Estudos,pois após sua construção ficaram dúvidas pairando no ar ,pois como trabalhamos por Habilidades e Competências , precisávamos revisita-lo e antes de qualquer ação rever os termos: conteúdos,habilidades e competências, a fim de analisarmos como estava o entendimento do grupo para então seguir .

quarta-feira, 23 de março de 2011

REORGANIZAÇÃO CURRICULAR

Olá pessoal ,depois de um longo período dedicado a outro projeto (maternidade) eis eu aqui novamente voltando a ativa,envolta com PPP, plano de estudos, regimento, UFA! Vou registrar aqui um pouquinho das atribuições da Supervisora Escolar relacionada a construção e implementação desses documentos.

Eis ai meu projeto

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A Construção do PPP na Escola Infantil e o papel do Supervisor neste contexto

A escola de Educação Infantil, não é mais a mesma, deixou para trás o papel de cuidadora que assumiu por muito tempo, para assumir a infância como uma etapa de crucial importância para o desenvolvimento humano.
Esta perspectiva, exige mudanças na prática pedagógica, pois a educação da primeira infância deve pautar-se principalmente pelo direito ao conhecimento, a reflexão, a investigação, a estabelecer relações afetivas, a agir com responsabilidade crescente em relação ao meio, a obter conhecimento pessoal, a construir experiências físicas, sociais, lúdicas e a expressá-las por meio de diferentes linguagens.
Neste sentido a prática supervisava se constitui num dos elos fundamentais no processo de reconstrução da escola, estimulando a todos os participantes a empregarem novos processos de ação, desestimulando o prosseguimento de práticas rotineiras e comodistas.
A concepção do supervisor como mediador, implica em promover o diálogo entre as pessoas que convivem numa instituição, intervindo de forma que todos cultivem o respeito pela idéia do outro, possibilitando, assim um contexto equilibrado, onde a dinâmica da escola seja entendida, conhecida e compartilhada por todos, contemplando as necessidades da comunidade.
Enfim, o supervisor assume uma perspectiva de continuidade, não impondo verdades, mas construindo verdades com o grupo.
Para tanto o pressuposto do trabalho do supervisor escolar, deve basear-se num olhar crítico-reflexivo, fazendo constantemente uma leitura da realidade que o cerca, tornando-se parte desta conexão, possibilitando através de sua ação um espaço tempo transicional, investigando junto ao professor, caminhos que conduzam o processo de ensino-aprendizagem de forma a reafirmar a proposta construída e vivenciada pelo grupo.
Deste modo, torna-se fundamental considerar como a comunidade escolar percebem o cotidiano para então buscar diferentes abordagens que garantam a construção de uma escola viva, onde os sujeitos sejam aprendentes.Como afirma Bolivar, “as organizações aprendentes não surgem do nada. São frutos de um conjunto de atitudes, compromissos ,processos e estratégias que tem de ser cultivados “.(1997 ,p.91)Tem um percurso de vida ou, como afirma Sá-Chaves, têm uma história de vida. Compete aos supervisores, se quiserem ser líderes de comunidades aprendentes, fazer a leitura dos percursos de vida institucionais, provocar a discussão e a negociação de idéias, rendibilizar a reflexão e a aprendizagem em grupo, organizar o pensamento e a ação do coletivo das pessoas individuais.
Para ajudar neste processo amplo acreditamos que através da parceria entre os indivíduos que compõem a escola sejam eles supervisores, orientadores, professores, diretores, etc... poderá se efetivar um lugar realmente aberto a reflexão e ao diálogo.
Desta maneira faz-se necessário revisitar o projeto político pedagógico da instituição ,desengavetando-o e/ou (re) construindo-o, para que sirva de fomento ,possibilitando que a escola tenha sua identidade reconhecida e trabalhada por todos em função de todos.
É importante salientar a preocupação que se deve ter de significar este documento como um processo, distanciando-se de uma visão documental e burocrática. Gadotti (1994) observa que fazer um projeto significa lançar-se para a frente, antever o futuro. O projeto é, pois, um planejamento em longo prazo, atividade racional, consciente e sistematizada que as escolas realizam para traçarem a sua identidade como organização educativa. Nesta direção, Veiga (1996; 1998) nos faz perceber que o PPP deve ser visto como um processo permanente de reflexão e de discussão dos problemas da escola, tendo por base a construção de um processo democrático de decisões que visa superar as relações competitivas, corporativas e autoritárias, rompendo com a rotina burocrática no interior da escola.
Cabe apresentar, como alguns autores têm concebido o PPP no momento atual. Nas palavras de Veiga (1997, p. 13),

O projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária.

Menegolla e Sant’anna (1991, p. 24) conceituam o projeto educacional numa perspectiva humana, expressando que é necessário um projeto que dimensione o processo educativo e reconstrutivo do homem, que vise planejar a ação educativa para que o homem viva o presente, e , ao mesmo tempo, se projete para o futuro, que está cada vez mais próximo.

Segundo Bussmann (1997, p. 38),
O Projeto Político-Pedagógico delineia de forma coletiva a competência principal esperada do educador e de sua atuação na escola. Ao delinear essa competência, o projeto político-pedagógico consolida a escola como lugar central da educação básica, numa visão descentralizada do sistema. Ao ser discutido, elaborado e assumido coletivamente, oferece garantia visível e sempre aperfeiçoável da qualidade esperada no processo educativo e, assim, sinaliza o processo educativo como construção coletiva dos professores envolvidos. E ainda, ao se constituir como processo, indica e reforça a função precípua da direção da escola e da equipe diretiva ou coordenadora de cuidar da “política educativa”, do alcance e da globalidade do processo educativo na escola e de liderá-lo, administrando a consecução dos objetivos.
Partindo desse princípio, o primeiro passo para a construção de um PPP seria ir em busca de subsídios na comunidade. Tendo em vista que esta deve ser uma usuária consciente deste serviço, não apenas para servir como instrumento de controle. Trata-se de romper com os muros da escola.